És socialista mas não sabes?
Como identificar um socialista ao longe.
Quem não viu ontem o debate entre Bruno Fialho, Presidente do Partido ADN, e Luis Gomes, Presidente da Associação dos Libertários Portugueses, perdeu uma excelente oportunidade de perceber como identificar a posição no espectro político de qualquer pessoa, ou líder político.
Quando conhecemos a teoria libertária, que advoga, essencialmente, que nenhum colectivo é superior a um qualquer individuo, a separação das águas é simples: uns são socialistas, os outros são libertários.
A discussão política não é mais do que isto: os socialistas acham-se sempre detentores de melhor capacidade de gestão que os outros socialistas. Eles é que iriam gerir melhor, apenas os deixassem. Gerir o quê? O “Estado mínimo”. Qual é o “estado mínimo”? É o mesmo que temos, mas mais pequeno. Quanto mais pequeno? Depois logo vemos. E não saímos daqui.
A “Saúde” (com “S” grande) é um direito. Quanta saúde? Toda. “Grátis”, claro. Mas temos é que poupar nos pensos rápidos e nas ligaduras, porque está mal gerido.
A Justiça também é um direito, mas “mínima” e bem gerida. “Grátis”.
A Habitação também é um direito, mas não cabe ao Estado construir as casas. Até começar a mandar construir, e as oferecer, “Grátis”, como sempre.
Socialismo, mas bem gerido.
Só faltou a Bruno Fialho proferir as palavras fatais “O Verdeiro Socialismo ainda nunca foi bem implementado”, mas ele tem excelentes ideias de como o implementar. O país modelo dele é a Suécia, comummente apontado como o melhor modelo socialista em todo o mundo.
O que é bizarro é verificar o quanto Bruno Fialho ficou irritado quando Luís Gomes o apelidou de… “socialista”.
Tal como no proverbial exemplo de que “se grasna como um pato e anda como um pato, então é um pato”, então… se apresenta medidas socialistas, e se tem pensamentos socialistas, então é socialista.
Será que nunca ninguém disse explicou isto ao Bruno Fialho, antigo líder sindical (que como sabemos “não tem nada a ver com socialistas”, e segundo ele NÃO É um cartel).
Para Bruno Fialho o negócio da droga é um mercado livre (!!), presumimos que apenas porque não paga impostos, e é “desregulado". O facto de serem as próprias medidas dos Governos que limitam a disponibilidade, e portanto aumentam o preço do produto, levando a monopólios que se armam para se proteger da própria regulação do Estado não lhe diz nada.
Segundo Bruno Fialho quem cria os monopólios são “os privados”, na sua busca por lucros. Alguém lhe devia dizer que é a capacidade de regulação dos Governos que permite que os privados corrompam os Governos, para garantir os seus monopólios. Se não houver regulação, existe sempre capacidade de entrada de concorrência. É a regulação estatal que impede essa entrada de novos concorrentes, protegendo as Empresas “amigas”, e promovendo a corrupção.
Claro que, com Bruno Fialho isso não iria acontecer. Ele iria proteger, mas não seria corrupto. E é por isso que não é socialista. Anda como um socialista, fala como um socialista, mas não é socialista, porque basicamente… não sabe que é socialista.
São 3 horas, por vezes penosas, de repetições absurdas, de ignorância política, de desconhecimento de leis básicas da economia, do mercado, de gestão, mas cómicas. Entretenimento “grátis”, como convém a um socialista dos sete costados.
Bruno Fialho é socialista, sempre foi socialista, mas não sabia.
Ontem o Luís Gomes entregou-lhe o cartão do partido. Grátis.
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