Não, não vou votar seguro.
Não acredito em fantasmas.
Nos últimos anos, temos tido algumas psyops (operações de manipulação psicológica) em Portugal.
Há momentos em que parece que alguma coisa liga um interruptorzinho escondido no cérebro (vá, cabeça, o cérebro pode não estar presente) da maioria dos portugueses, e o pensamento racional esvai-se, e as pessoas entram em modo fight or flight (luta ou fuga), uma sensação de insegurança, e em que obviamente a maior parte das pessoas escolhe “fugir”, para se manter seguro.
Essencialmente, verificamos que assumem uma qualquer narrativa que lhes é martelada de forma incessante pelos meios de comunicação social, quais arautos de uma religião, e que os faz acreditar que aquela luta é correcta, que a morte ou o colapso civilizacional estão ao virar da esquina, se não fizerem o que lhes mandam, ou se não apoiarem quem lhes mandam apoiar. A boa obediência, claro, é a única que garante a segurança.
Tudo poderá ter começado quando os media portugueses começaram a campanha contra o CO2, um gás que ninguém sabia muito bem o que era, ninguém podia tocar, ninguém podia ver, mas que nos ia matar a todos. A não ser, claro, que se aumentassem os impostos, e passássemos a usar palhinhas de papel. Apenas o Estado e a obediência às regras (duras e humilhantes, por vezes) nos iria garantir a segurança.
Claro que antes já tínhamos tido um excelente exemplo do mesmo tipo de narrativa.
Nos anos 80, uns ligeiros desvios em medições de um gás que também ninguém conhecia nem tinha visto, o ozono, fizeram toda a gente deixar de usar desodorizantes, porque isso “aumentava o buraco do ozono”. Se isto parece idiota, pensa que uns anos mais tarde passaram a dar medicamentos a vacas, para lhes reduzir os gases intestinais, porque “contribuíam para as alterações climáticas”. Sempre a mensagem de medo e de uma garantia de segurança.
Obviamente, estas conclusões só foram possíveis com imenso investimento do Estado, em ciência. E com impostos, para pagar a estes especialistas, que nos salvam constantemente da extinção. Uma espécie de culto organizado, em que aos fiéis é pedida uma dízima (ou mais concretamente 23%), para pagar aos sacerdotes especialistas que, através de rituais desconhecidos do povo e de uma ligação directa ao Divino, conseguem interceder a nosso favor, garantindo a nossa segurança.
São estes mesmos sacerdotes que nos ensinaram que, se se cortarem os genitais a um homem, ele se transforma milagrosamente em mulher. E milhares de pessoas acreditaram e aceitaram nisto, sem colocar em causa. A mentalidade humana prefere acreditar no sobrenatural e numa suposta palavra divina do que no que os olhos lhes mostram. O cérebro humano quer-se manter seguro.
Recentemente, os nossos sacerdotes também nos avisaram que os russos vinham aí, e que pretendiam conquistar toda a Europa. Claro que os russos sempre foram os maus da fita, há séculos. Não é dificil de acreditar, até porque a maior parte das pessoas não sabe falar russo, e não percebe o que eles dizem. Obviamente, a solução para isso é mais impostos, para que altares possam ser erigidos na forma de armas sofisticadas, que nos garantem a segurança.
Claro que o maior inimigo invisível da História é aquele vírus que apareceu na China, em finais de 2019 (e que por isso se chamou de Covid-19), e que, por indicação de especialistas, obrigou a Humanidade a interromper toda a actividade, ou teríamos morrido todos. Ainda antes de alguém saber se havia cura ou não, os fabricantes de “vacinas” fizeram o favor de nos dizer que “a única salvação era a vacina”, que ainda não tinha sido descoberta (mas que pelos vistos não era difícil de fazer). Esta hóstia sagrada seria a nossa única segurança.
Durante dois anos as pessoas ficaram em casa a receber ordenados, sem trabalhar, sem produzir, e disseram-nos que isto não iria ter implicações de maior, ao mesmo tempo que diziam que o mundo nunca mais seria o mesmo. O Estado encarregava-se de os manter seguros.
A populaça, no entanto, aceitou esta Mensagem como vinda da boca de Deus, ou de qualquer Profeta a camelo. A nossa extinção era certa, mas cumprindo os rituais prescritos pelos Profetas (receber os entregadores da Uber com máscara e lavar as embalagens da comida com lixivia), poderíamos tranquilamente voltar ao sofá para acabar de ver a série que estávamos a ver no Netflix, em toda a segurança.
Como todos estes rituais funcionaram (porque a esmagadora maioria não adoeceu), a malta também achou que “apenas a Vacina os poderia Salvar”, e como tal compareceram às Congregações onde o Líquido Milagroso os poderia salvar. A esmagadora maioria adoeceu depois, mas já não fazia mal, estavam Protegidos com o Líquido Milagroso que lhe garantia a Segurança.
Porque menciono todas estas histórias? Porque recentemente temos mais uma destas psyops a serem construídas.
Quando todos os antigos Profetas da desgraça e do Poder Salvador do Santo Estado, sem excepção, nos dizem que devemos desenhar uma Cruz num determinado local para estarmos “seguros”, e que essa é a única solução para mais uma ameaça invisível, eu cá desconfio.
O mais certo é que esta solução envolva mais impostos, mais custos, mais desgraça Estatista, talvez para pagar estes favores tão públicos que os sacerdotes do Estado nos vão mostrando.
Mas a malta não aprende.
Ou será que já começaram a perceber?


